sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

" Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço que a minha vida é a maior empresa do mundo. E que posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo..."

Fonte: Não sei quem é autor, mas quem souber....

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Frigorifico sem electricidade

refrigeramento

Pegue um vaso grande de barro e coloque um outro vaso mais pequeno dentro deste. Preencha o espaço entre os dois vasos com areia molhada e tampe o sistema com um pano húmido, coloque dentro do vaso menor o que deseja armazenar e pronto. (veja figura acima)

Foi assim que um professor nigeriano, Mohammed Bah Abba, construiu um frigorifico e que não precisa de electricidade.

Fisicamente falando o sistema de refrigeração utiliza um processo conhecido como refrigeração por evaporação onde ao evaporar (lembre-se que a evaporação é um processo endotérmico) a molécula de água rouba calor da sua redondeza e refresca o ambiente. A única exigência é que o “refrigerador” fique num ambiente ventilado e seco para permitir uma evaporação mais eficiente.

Este sistema de refrigeração é usado pelo nosso organismo no processo de transpiração, ou seja, quando nossa temperatura corpórea sobe para além do limite tolerado nosso organismo secreta um líquido (suor) cujo objetivo principal é arrefecer.

Sabia que ...

Os CDs foram concebidos para comportar 74 minutos de musica porque essa é a duração da Nona Sinfonia de Beethoven.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Corrupção tornou País mais pobre" Maria José Morgado concorda com petição lançada pelo CM. “É preciso mais rigor no controlo da riqueza”, afirma.


Correio da Manhã – Concorda com a petição lançada pelo ‘CM’?

Maria José Morgado – Concordo. Corresponde às recomendações da Convenção da ONU e, além disso, responde à exigência de maior rigor no controlo da riqueza dos titulares de cargos políticos e no controlo das contas públicas.

– A ausência da criminalização do enriquecimento ilícito prejudica o combate ao fenómeno?

– Ninguém pode dar respostas a isso. O que temos de definir é se queremos ter maior capacidade de ataque à corrupção, ou se queremos um combate mais fraco. Aí escolhemos ter institutos com menor força.

– Nesse caso será importante combater o enriquecimento.

– É muito importante o confisco dos bens ilegitimamente adquiridos, mas também criar mecanismos que facilitem a prova de aquisição por interposta pessoa, tendo em conta a camuflagem que é oferecida pela quantidade de off-shores que existem.

– A proliferação de off-shores acabou por ser o maior entrave no combate ao fenómeno?

– É um muro em que batemos se não soubermos obter a cooperação internacional. E é preciso ter atenção que muitas vezes os off-shores estão no nosso País. São meras caixas postais, em Lisboa ou arredores.

– A distinção entre corrupção para acto ilícito e para acto lícito na sua opinião faz sentido?

– Não se justifica, mas a questão volta a ser o que queremos de política criminal. Se queremos a política tradicional mantemos, se não teremos de alterar.

– Na sua opinião, a corrupção tem minado o País?

– A corrupção enfraqueceu-nos nos últimos 25 anos. Tornou o País mais pobre, aumentou os custos dos serviços públicos, enfraqueceu o Estado. Toda a criminalidade usa a corrupção. A fraude, o terrorismo, o crime organizado andam de mãos dadas com a corrupção.

– Ainda é possível mudar este estado de coisas?

– A justiça penal não faz tudo. Esta é uma guerra prolongada, se não desistirmos melhoramos.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Recomendação ...


Esta é uma recomendação da Cruz Vermelha a nível mundial:
O pessoal das ambulâncias e emergência médica que presta assistência nos acidentes da estrada, constata que os sinistrados têm um telemóvel consigo.
No entanto, na hora de intervir, muitas vezes esse pessoal não consegue descobrir qual a pessoa a contactar na longa lista de telefones existentes no telemóvel do acidentado.
Para tal, a Cruz Vermelha lança a ideia de que todas as pessoas acrescentem na sua lista de contactos o número de telefone da pessoa a contactar em caso de emergência.
Para facilitar, tal deverá ser feito da seguinte forma: Inserir na memória do telemóvel a entrada 'AA Emergência',
seguida do nº de telefone para o qual deseja que seja feito o aviso. (As letras AA são para que este contacto apareça sempre em primeiro lugar na lista de contactos).
É simples, não custa nada e pode ajudar muito quem nos prestar assistência.
Se concordar com esta proposta, passe esta mensagem a todos os seus amigos, familiares e conhecidos.
É tão-somente mais um dado que regista no seu telemóvel e que pode ser muito importante.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

DEDICO AOS AMIGOS

"OS VIAJANTES E O URSO"

"DOIS AMIGOS VIAJAVAM JUNTOS POR TRECHO DO CAMINHO QUANDO UM URSO APARECEU-LHES DE REPENTE.UM DELES SUBIU BEM ALTO EM UMA ÁRVORE E LÁ SE ESCONDEU, E O OUTRO, A PONTO DE SER APANHADO, DEIXOU-SE CAIR NO CHÃO E FINGIU-SE DE MORTO. O URSO APROXIMOU-SE DELE O FOCINHO E O CHEIROU DE TODOS OS LADOS, ENQUANTO ELE RETEVE A RESPIRAÇÃO, POIS DIZEM QUE O URSO NÃO TOCA EM ANIMAL MORTO.
DEPOIS QUE O URSO SE AFASTOU, O HOMEM QUE ESTAVA NA ÁRVORE DESCEU E QUIS SABER O QUE O URSO LHE DITO AO OUVIDO. E O OUTRO RESPONDEU«ELE ME ACONSELHOU A NÃO MAIS VIAJAR, DAQUI PARA FRENTE, COM OS AMIGOS QUE FOGEM NA HORA DO PERIGO»

A FABULA MOSTRA QUE as desgraças põem á prova os verdadeiros amigos.

fonte:fábulas de Esopo, martim claret, pág. 130

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

CAPELA SISTINA EM 3 D

APÓS A IMAGEM ABERTA TOTALMENTE, FAZER CLIC COM O RATO E ARRASTAR PARA CIMA, PARA BAIXO, PARA A ESQUERDA E PARA A DIREITA . O SINAL + E - PERMITE AMPLIAR OU REDUZIR A IMAGEM.
DIZ-SE QUE DEMOROU 3 ANOS PARA COMPLETAR ESTA APRESENTAÇÃO:
http://www.vatican.va/various/cappelle/sistina_vr/index.html

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

PGR cria página para cidadãos denunciarem actos de corrupção




“Corrupção denuncie aqui”. A Procuradoria-Geral da República (PGR) tem desde hoje no seu sítio na Internet ( https://simp.pgr.pt/dciap/denuncias/ ) uma página para a denúncia de actos de corrupção e fraudes.

As denúncias podem ser feitas de forma anónima e serão analisadas pelo Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP). A PGR explica que precisa das denúncias dos cidadãos porque “a corrupção ocorre normalmente num círculo fechado de indivíduos, muitas das vezes protegidos por regimes de segredo profissional”.

“Por esse motivo, o conhecimento de dados sobre o relacionamento entre os indivíduos suspeitos ou os efeitos nefastos dos seus actos para o interesse público, pode ser determinante para o sucesso da investigação. Combater e eliminar a corrupção é uma responsabilidade de todos e quem não denúncia, conhecendo os factos relevantes, tem também a sua quota de culpa”, explica ainda a PGR.

“Assim, todos aqueles que se sentiram directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que dispõem de informação privilegiada, são convidados a utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação.”, acrescenta.

A página dá ainda exemplos de indicadores de corrupção e fraude, como "percentagens de comissão anormalmente altas", "reuniões privadas com agentes públicos que tenham a seu cargo a negociação dos contratos ou com empresas interessadas nesses contratos" e "presentes ou dádivas não justificadas", por exemplo.

O autor da denúncia terá obrigatoriamente de indicar o sector de actividade em que ocorreram os factos, descrevê-los com o maior detalhe possível, revelar as datas, identificar os suspeitos e as empresas e indicar como teve conhecimento.

É, no entanto, facultativa por parte do autor da denúncia a indicação do valor aproximado das quantias envolvidas ou a entrega de documentos que possam comprovar as suspeitas, bem como assumir a sua identidade.

"Todos aqueles que se sentiram directamente afectados pela prática de actos de corrupção ou que dispõem de informação privilegiada são convidados a utilizar este meio para contactarem com as autoridades responsáveis pela investigação", apela o DCIAP, liderado pela procuradora geral adjunta Cândida Almeida.

Ao autor da denúncia será ainda atribuída uma chave de acesso, para poder aceder à comunicação e tomar conhecimento da investigação."

Fonte:
10.11.2010 - 20:41 Por Lusa, PÚBLICO

domingo, 14 de novembro de 2010

CIDADANIA PRO-ACTIVA


Caros amigos,

Alguns sabem e outros nem por isso (e assim aqui vai a notícia) mas
estou em Timor a dar aulas na UNTL (Universidade Nacional de Timor Leste) no âmbito de uma colaboração com a ESE do Porto.
Aquilo que vos venho pedir é o seguinte: livros. Não vou dar a grande conversa que é para montar uma biblioteca ou seja o que for, porque não é.
O
que se passa é o seguinte... não sei muito bem como funcionam as instituições, nem fui mandatada para angariar seja o que for, mas o que é certo é que sou (somos!) muitas vezes abordados na rua por pessoas que desejariam aprender português mas não possuem um livro sequer e vão pedindo, o que é muito bom.
O que é certo é que a minha biblioteca pessoal não suportaria tanta pressão e nem eu, nos míseros 50 quilos a que tive direito na viagem,pude trazer grande coisa para além dos livros de trabalho de que necessito.

COMO MANDAR?
Basta dirigirem-se aos correios (CTT) e mandarem uma encomenda tarifa económica para Timor (insistam porque nem todos os funcionários conhecem este tarifário!) e mandam a coisa por 2,49 €. Claro que a encomenda não pode exceder os 2 quilos para poder ser enviada por este preço.
Devem enviar as encomendas em meu nome (Joana Alves dos Santos) para:

Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

E O QUE MANDAR?
Mandem por favor livros de ficção, romances, novela, ensaio, livros infantis etc, etc. Evitem gramáticas e manuais escolares. Dicionários, mesmo que um pouquinho desatualizados são bem vindos. Este critério é meu e explico porquê. Alguns timorenses (estudantes e não só) são um bocado fixados em aprender gramática mas ainda não têm os skills básicos de comunicação.
Parece-me melhor ideia que possam ler outras
coisas, deixar-se apaixonar um bocadinho pelas histórias mesmo que não entendam as palavras todas, do que andarem feitos tolinhos a marrar manuais e gramáticas. O caso dos dicionários é outro. Um aluno, por exemplo, usa um dicionário português-inglês para tentar adivinhar o significado das palavras. Como o inglês dele tb não é grande charuto imaginam como é a coisa.

Bom, espero ter vendido bem o peixe do povo timorense. Falam pouco e mal mas na sua grande maioria manifesta simpatia pela língua portuguesa. De qualquer forma isto não vai lá (muito sinceramente) com umas largas dezenas de professores portugueses por cá. É preciso ter a língua a circular em vários meios e suportes. Espero que respondam ao meu apelo!! Eu por cá andarei sempre com um livrito na carteira para alguém que peça!
SE NÃO MANDAREM PELO MENOS DIVULGUEM

fONTE: E-MAIL; iMAGENS: GOOGLE IMAGENS.

sábado, 23 de outubro de 2010

13.º mês. Será subsidio???????????

INTERESSANTE
Os ingleses pagam à semana e claro, administrativamente é uma seca! Mas ...diz-se que há sempre uma razão para as coisas! Ora bem, cá está um exemplo aritmético simples que não exige altos conhecimentos de Matemática.



Uma forma de desmascarar os brilhantes neo-liberais e os seus técnicos (lacaios) que recebem pensões de ouro para nos enganarem com as suas brilhantes teorias...
Fala-se que o governo pode vir a não pagar aos funcionários públicos o 13º mês.

Se o fizerem, é uma roubalheira sobre outra roubalheira.

Perguntarão porquê.

Respondo: Porque o 13º mês não existe.

O 13º mês é uma das mais escandalosas de todas as mentiras do sistema capitalista,
e é justamente aquela que os trabalhadores mais acreditam.

Eis aqui uma modesta demonstração aritmética de como foi fácil enganar os trabalhadores.

Suponhamos que você ganha € 700,00 por mês. Multiplicando-se esse salário por 12 meses,
você recebe um total de € 8.400,00 por um ano de doze meses.

€ 700*12 = € 8.400,00

Em Dezembro, o generoso patrão cristão manda então pagar-lhe o conhecido 13º mês.

€ 8.400,00 + 13º mês = € 9.100,00

€ 8.400,00 (Salário anual) + € 700,00 (13º mês) = € 9.100 (Salário anual mais o 13º mês)

O trabalhador vai para casa todo feliz com o patrão.

Agora veja bem o que acontece quando o trabalhador se predispõe a fazer umas simples contas
que aprendeu no 1º Ciclo:

Se o trabalhador recebe € 700,00 mês e o mês tem quatro semanas, significa que ganha por semana € 175,00.

€ 700,00 (Salário mensal) / 4 (semanas do mês) = € 175,00 (Salário semanal)

O ano tem 52 semanas. Se multiplicarmos € 175,00 (Salário semanal) por 52 (número de semanas anuais) o resultado será € 9.100,00.

€ 700,00 (Salário semanal) * 52 (número de semanas anuais) = € 9.100.00

O resultado acima é o mesmo valor do Salário anual mais o 13º mês

Surpresa, surpresa ? Onde está portanto o 13º Mês?

A explicação é simples, embora os nossos conhecidos líderes nunca se tenham dado conta desse facto simples.

A resposta é que o patrão lhe rouba uma parte do salário durante todo o ano, pela simples razão de que há meses com 30 dias,
outros com 31 e também meses com quatro ou cinco semanas (ainda assim, apesar de cinco semanas o patrão só paga quatro semanas)
o salário é o mesmo tenha o mês 30 ou 31 dias, quatro ou cinco semanas.

No final do ano o generoso patrão presenteia o trabalhador com um 13º mês, cujo dinheiro saiu do próprio bolso do trabalhador.

Se o governo retirar o 13º mês aos trabalhadores da função pública, o roubo é duplo.

Daí que, como palavra final para os trabalhadores inteligentes. Não existe nenhum 13º mês.
O patrão apenas devolve o que sorrateiramente lhe surrupiou do salário anual.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa, é claro)

segunda-feira, 16 de novembro de 2009


Sabias que... Como salvar o telemóvel que caiu na sanita?

(1) Basta pegar o aparelho, secar o melhor possível com um pano (flanela), retirar a bateria e colocá-lo num recipiente cheio de arroz cru.
(2)
Não use secador de cabelo no telemóvel. Assistências técnicas aconselham evitá-lo, já que o ar quente pode danificar os componentes do telefone.

(3) "O arroz tem a propriedade de absorver água porque é rico em amido, que possui uma forte afinidade elétrica com as moléculas de água e acaba atraindo-as", afirma Maria Cristina dos Santos, professora do Instituto de Física da USP.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Crónica de MIGUEL ESTEVES CARDOSO!

"Um dos grandes problemas da nossa sociedade é o trauma da morada.
Por exemplo. Há uns anos, um grande amigo meu, que morava em Sete
Rios, comprou um andar em Carnaxide.
Fica pertíssimo de Lisboa, é agradável, tem árvores e cafés. Só tinha
um problema. Era em Carnaxide.
Nunca mais ninguém o viu.
Para quem vive em Lisboa, tinha emigrado para a Mauritânia!

Acontece o mesmo com todos os sítios acabados em -ide, como Carnide e
Moscavide. Rimam com Tide e com PIDE e as pessoas não lhes ligam
pevide. Um palácio com sessenta quartos em Carnide é sempre mais traumático do
que umas águas-furtadas em Cascais. É a injustiça do endereço.

Está-se numa festa e as pessoas perguntam, por boa educação ou por
curiosidade, onde é que vivemos. O tamanho e a arquitectura da casa não interessam.
Mas morre imediatamente quem disser que mora em Massamá, Brandoa,
Cumeada, Agualva-Cacém, Abuxarda, Alfornelos, Murtosa, Angeja... ou
em qualquer outro sítio que soe à toponímia de Angola.

Para não falar na Cova da Piedade, na Coina, no Fogueteiro e na Cruz
de Pau. (...)

Ao ler os nomes de alguns sítios ? Penedo, Magoito, Porrais, Venda
das Raparigas, compreende-se porque é que Portugal não está
preparado para entrar na Europa.


De facto, com sítios chamados Finca Joelhos (concelho de Avis) e Deixa
o Resto (Santiago do Cacém), como é que a Europa nos vai querer
integrar?

Compreende-se logo que o trauma de viver na Damaia ou na Reboleira não
é nada comparado com certos nomes portugueses.

Imagine-se o impacte de dizer "Eu sou da Margalha" (Gavião) no meio
de um jantar.

Veja-se a cena num chá dançante em que um rapaz pergunta delicadamente
"E a menina de onde é?",
e a menina diz: "Eu sou da Fonte da Rata" (Espinho).

E suponhamos que, para aliviar, o senhor prossiga, perguntando "E onde
mora, presentemente?",
Só para ouvir dizer que a senhora habita na Herdade da Chouriça (Estremoz).

É terrível. O que não será o choque psicológico da criança que acorda,
logo depois do parto, para verificar que acaba de nascer na
localidade de Vergão Fundeiro?
Vergão Fundeiro, que fica no concelho de Proença-a-Nova, parece o nome
de uma versão transmontana do Garganta Funda.

Aliás, que se pode dizer de um país que conta não com uma Vergadela
(em Braga), mas com duas, contando com a Vergadela de Santo Tirso?

Será ou não exagerado relatar a existência, no concelho de Arouca, de
uma Vergadelas?

É evidente, na nossa cultura, que existe o trauma da "terra".
Ninguém é do Porto ou de Lisboa. Toda a gente é de outra terra qualquer.
Geralmente, como veremos, a nossa terra tem um nome profundamente
embaraçante, daqueles que fazem apetecer mentir.

Qualquer bilhete de identidade fica comprometido pela indicação de
naturalidade que reze Fonte do Bebe e Vai-te (Oliveira do Bairro).
É absolutamente impossível explicar este acidente da natureza a amigos
estrangeiros ("I am from the Fountain of Drink and Go Away...").

Apresente-se no aeroporto com o cartão de desembarque a denunciá-lo
como sendo originário de Filha Boa.

Verá que não é bem atendido. (...) Não há limites. Há até um lugar
chamado Cabrão, no concelho de Ponte de Lima !!!

Urge proceder à renomeação de todos estes apeadeiros.

Há que dar-lhes nomes civilizados e europeus, ou então parecidos com
os nomes dos restaurantes giraços, tipo : Não Sei, A Mousse é
Caseira, Vai Mais um Rissol. (...)

Também deve ser difícil arranjar outro país onde se possa fazer um
percurso que vá da Fome Aguda à Carne Assada (Sintra) passando pelo
Corte Pão e Água (Mértola), sem passar por Poriço (Vila Verde), e
acabando a comprar rebuçados em Bombom do "Bogadouro"¹, (Amarante),
depois de ter parado para fazer um chichi em Alçaperna (Lousã).


¹ - Bogadouro é o Mogadouro quando se está constipado!!!"


(Miguel Esteves Cardoso)

Finalmente para rematar, esta o Miguel Esteves Cardoso não sabia, temos ainda A Povoação "PICHA" e ainda "A Venda Da Gaita", estas duas Localidades, ficam no Concelho de Castanheira de Pêra, a Caminho de Pampilhosa da Serra....

domingo, 20 de setembro de 2009

"Comunicação gestual ou não verbal


Postado em 20/06/2007

O recurso não verbal mais praticado pelo homem é o gesto. As mãos ganham força e vida aliado ao que falamos. Sejam os gestos produzidos conscientemente ou de forma involuntária, sem que percebamos, terá o poder de potencializar suas idéias e pensamentos de forma positiva ou negativa. Este tipo de recurso surge como forma de reforçar o que está sendo pronunciado através da linguagem oral, oferecendo a expressividade, compreensão e emoção.

A comunicação envolve aspectos conscientes e inconscientes, os quais possuem o poder de significar sua imagem pessoal e profissional, bem como (re)significar as relações sociais.

O que você pensa e sente ao ver uma pessoa discursando e gesticulando de forma rápida? Ou ainda, introduz as mãos aos bolsos, às vezes fica de braços e pernas cruzadas e anda com uma postura encurvada? Provavelmente esta mensagem que o orador transmite é de insegurança, medo, nervosismo e inabilidade. Diante destes aspectos o que chamará mais atenção no discurso, o tema, o conteúdo ou a forma como transparece e expressa seu pensamento?

É interessante mencionar que existem algumas técnicas de comunicação, que devem ser empregadas de forma que auxiliem e potencializem seu desempenho lingüístico, entretanto, usá-las de forma artificial ocasionará um efeito contrário, levando o seu interlocutor a duvidar de suas intenções. Portanto, respeite seu estilo de comunicação e utilize as técnicas no seu dia a dia, tendo o mesmo cuidado que você tem ao se vestir para uma festa ou ao praticar exercícios físicos para não engordar.

É através da comunicação eloqüente, clara, segura, cheia de energia e entusiasmo que conseguimos conquistar e envolver o interlocutor, bem como influenciar no processo de conquista de nossos interesses. É importante que haja uma homeostase na comunicação como um todo. Pensando nisso o que você pode fazer durante suas apresentações?

1- Antes das apresentações procure evitar esforços físicos intensos que podem levar a uma voz soprosa e ofegante. A respiração é a responsável pelos movimentos no ar que produzem a voz, assim alterações nessa prejudicam sua apresentação.

2- Fale olhando sempre para o publico focalizando pontos na platéia. Fixe seu olhar acima dos olhos ou no fundo da sala. Direcione sua voz ao ambiente sem precisar gritar e realizar esforço vocal, de modo que no final da apresentação esteja com a voz soprosa ou cansada;

3- Se apresentar seu discurso fazendo uso do microfone, é importante saber que existe uma distancia e um posicionamento ideal para se falar ao microfone. Posicione-o na distancia de um palmo a frente do queixo e transmite a mensagem em intensidade habitual;

4- Durante uma apresentação, ou seja, ao falar em grupo, sugiro uma vestimenta corporal que se adeqüe ao estilo do evento. De preferência recomendamos aos homens uma blusa social e calça básica, blazer ou terno. Cuidado ao usar terno, pois, dependendo do momento poderá contar pontos negativos. Apresente-se de modo impecável, pois de acordo com o ditado popular: ?A primeira impressão é a que fica? e, de fato como você será avaliado em 15 ou 30 minutos, é importante que esta primeira impressão seja a mais envolvente possível. Para as mulheres, evitar maquiagens ousadas e para os homens, barba por fazer. Evitar fumar ou mascar balas ou chiclete.

5- Ao se apresentar, aproxime-se do interlocutor inclinando o corpo levemente em sua direção, assim sinalizará abertura e disposição para a comunicação. Ao cumprimentar, estender mão mole ou apertar demais a mão, não é um bom começo.

6- Não se apresente com uma postura humilde, de alguém já derrotado, nem com prepotência ou arrogância do tipo, sou o melhor!

7- Mantenha uma adequada postura corporal, pois facilita a projeção vocal e a articulação precisa, transparecendo naturalidade e uma boa estética. Neste sentido, mantenha um ângulo de 90° entre a ponta do queixo e o pescoço, seja em pé ou sentado.

8- Em pé, os joelhos não devem estar totalmente travados. Deve-se posicioná-los de forma levemente flexionada evitando alterações musculares na região lombar e cervical.

9- Mantenha a cabeça sempre reta, mas nunca tensionada. A cabeça posicionada de forma inclinada para os lados ou para baixo, pode induzir a afirmação ou negação de determinadas mensagens, além de demonstrar insegurança.

10- Os pés devem estar apoiados no chão, de forma que o peso do corpo seja distribuído a toda a base dos pés.

11- Ao sentar, pés apoiados no chão, costas inteiramente apoiadas no encosto da cadeira e joelhos fazendo ângulo de 90°com o quadril.

12- Dê preferência a apoiar a mão uma sobre a outra, em repouso, indicando tranqüilidade; mas a mão fechada com força pode denunciar insegurança. Falar com as mãos nos bolsos também pode ser mal visto, indicando que está pouco à vontade. Ficar de braços cruzados pode indicar que você está na defensiva, escondendo algo ou indisponível para o contato. É necessário que varie a gesticulação, evitando realizar diversas vezes o mesmo movimento.

13- Não execute sua gesticulação abaixo da cintura ou acima da cabeça, afinal você não foi à entrevista ou proferir uma palestra para dançar uma dança flamenca. Procure gesticular normalmente, mas evitando movimentos excessivamente expansivos; procure não ficar irrequieto nem manusear objetos como caneta ou moedas em seu bolso. Mexa-se naturalmente; evite mostrar-se constrangido ou nervoso. Cuidado com os movimentos automáticos, como coçar a cabeça, tremer as pernas e balançar os pés, por exemplo. Não roa as unhas, pois demonstra ansiedade e nervosismo.

14- Não sente de pernas abertas demais, demonstra desleixo e negligência. Evite também esticar as pernas, cruzar os pés à frente da cadeira ou encolher as pernas cruzando os pés sob a cadeira demonstrando estar acuado.

15- Olhe sempre para onde deseja projetar a voz. Desta maneira refletirá segurança e persuasão.

16- Saiba o que falar, como falar e para quem falar."


FONTE: http://expressivo.com.br/colaboradores/artigos_colaboradores.php?id_artigo=4&id_usuario=5&valor=Comunica%E7%E3o%20Gestual&pg=0class=0

"COMUNICAÇÃO NÃO VERBAL :
LINGUAGEM CORPORAL
por
Ana Raquel de Brito Prata
Departamento de Engenharia Informática
Universidade de Coimbra
3030 Coimbra, Portugal
aprata@student.dei.uc.pt


Resumo: Apresentam-se, de uma forma simples e directa, os principais cuidados a
ter no uso da linguagem corporal, quer em apresentações orais, quer na vida
quotidiana. Para esse efeito, descrevem-se e ilustram-se os principais pontos a ter
em conta no uso desta linguagem. Pensa-se que esta abordagem constituirá um
bom incentivo para todos aqueles que pretendem comunicar bem, utilizando para
isso, além da linguagem oral e escrita, a linguagem corporal.

Palavras Chave: Comunicação não verbal, Linguagem Corporal

Introdução
Hoje em dia, um engenheiro (ou outro profissional) tem que estar preparado para
comunicar de forma positiva com ouras pessoas, quer elas sejam seus funcionários,
seus superiores ou mesmo ilustres desconhecidos. É neste contexto que se
pretende sensibilizar o engenheiro para os aspectos mais relevantes da
comunicação , neste caso, da comunicação não verbal. Existem alguns livros
bastante simples e interessantes acerca deste tema, que o leitor terá todo o
proveito em consultar, tais como Como Comunicar com Clareza, de Robert Heller e
Como Falar em Público, de Gregório Garcia Maestro. O presente texto procura
esclarecer, de forma sintética, como se deve utilizar a linguagem corporal. A
abordagem seguida centra-se na descrição de cada um dos pontos mais
importantes na linguagem corporal.
Uma boa comunicação é o fluido vital das organizações. Ela assume muitas formas,
como por exemplo falar, escrever, escutar, muito embora o seu objectivo seja
sempre transmitir uma mensagem aos receptores.

A Linguagem Corporal - movimentos físicos inconscientes - pode reforçar a comunicação ou então prejudicá-la. Devido à sua subtileza e vastidão, a linguagem
corporal é difícil de interpretar e controlar. No entanto, uma ampla compreensão da
linguagem corporal é meio caminho andado para a compreensão das verdadeiras
opiniões dos outros.

DISTÂNCIA
Deixar uma distância aceitável entre duas pessoas faz parte da linguagem corporal
e essa distância muda consoante a situação. Por exemplo, os convidados de uma
reunião social aproximam-se mais do que os estranhos numa situação não social.
Há ainda a ter em conta questões culturais, isto é, numa determinada cultura uma
distância pode ser aceitável enquanto que noutra não é. Por exemplo, os britânicos
e os americanos tendem a deixar mais espaço pessoal à sua volta do que os outros
povos e tendem a afastar-se se acham que o seu espaço está a ser invadido. As
pessoas que vivem em áreas rurais também podem afastar-se mais do que os
habitantes das cidades.
As distâncias interpessoais dividem-se em 4 categorias:
  1. Distância Íntima
  2. Distância Pessoal
  3. Distância social
  4. Distância Pública
  5. Distância Íntima
 Distância íntima próxima: contacto
Esta distância é muito natural entre pessoas com relações íntimas, em que há uma grande consciência da proximidade. É natural entre crianças e pais, casais, namorados, entre duas mulheres, na nossa sociedade, e entre dois homens, na cultura árabe.

 Distância íntima afastada: 15 - 50 cm
É a distância aceitável para cumprimentos formais (apertos de mão, ...). É
considerada uma distância muito próxima entre dois homens, na nossa sociedade.
Normalmente, a esta distância não se deve olhar nos olhos.

Distância Pessoal
 Distância pessoal próxima: 50 - 80 cm
É a distância normal para cumprimentos formais e entre casais. É uma distância
confortável em reuniões sociais.
 Distância pessoal afastada: 80 - 120 cm
Distância normal para uma discussão pessoal, pois confere privacidade à
comunicação.
Não é aconselhável reduzir esta distância, caso a relação entre os intervenientes na
discussão não for de moldes a sugeri-lo. Quando a conversa convida à intimidade,
então sim, a distância pode ser reduzida, mas tendo o cuidado de utilizar uma
linguagem adequada a esse grau de intimidade.

Distância Social
 Distância social próxima: 1,2 - 2 m
Distância adequada a negócios interpessoais. É a distância normal entre cliente -
vendedor e patrão - empregado, pois evita familiaridades.

 Distância social afastada: 2 - 3 m
É a distância considerada normal para relações formais. É a esta distância que
podemos colocar-nos de uma pessoa que esteja a trabalhar, sem a obrigarmos a
interromper para comunicar connosco. Caso aconteça a comunicação a esta
distância, devemos olhar a outra pessoa, caso contrário poderá ser entendido como
uma desconsideração.

Distância Pública
 Distância pública próxima: 3 - 8 m
Distância natural em reuniões informais, aulas, ...

 Distância pública afastada: > 8 m
Distância adequada para aulas e grandes reuniões. É a distância de excelência para
os políticos e para os actores, pois os gestos podem ser mais estilizados e mais
simbólicos.

POSTURA
As aparências iludem mas interessam. As primeiras impressões são muito importantes. Julga-se que os cinco segundos iniciais de qualquer primeiro encontro
são mais importantes do que os cinco minutos seguintes, por isso a preocupação
com a aparência e postura pode fazer uma grande diferença.
Uma postura positiva incentiva a comunicação, enquanto que uma postura negativa
pode prejudicar bastante a comunicação.

Postura Negativa
Nesta imagem pode ver-se uma postura que não é das mais adequadas. O olhar é indirecto e evasivo, os ombros descaídos demonstram falta de confiança, mexer no
pescoço/orelhas indica dúvida e, por fim, o corpo de lado significa rejeição relativamente à opinião de outra pessoa.

Postura Positiva
Esta imagem mostra uma postura que
incentiva a comunicação. O olhar franco e directo e o sorriso aberto mostram uma atenção amigável, o corpo virado para a frente e postura aberta revelam confiança e a colocação das mãos indicam determinação e capacidade de assumir o controlo.
Mesmo quando se está sentado sem dizer nada, pode-se estar a transmitir uma
mensagem diferente daquela que é suposto transmitir. Além do mais, uma boa
postura, mesmo quando se está sentado, pode ajudar à concentração e ao bom
entendimento de ambas as partes.
O local mais adequado para uma pessoa se sentar é aquele em que a luz vem de
trás. Quando nos sentamos não é conveniente dobrar as pernas e deixar a coluna
descair para trás, pois nesta posição infunde-se a sensação de cansaço e falta de
entusiasmo. Deve pois, optar-se por uma postura mais direita e formal.
Nas figuras acima podem ver-se algumas posturas correctas para se estar sentado.

GESTOS
Os gestos, juntamente com outro tipos de comunicação não verbal tais como a
postura e as expressões faciais, são uma parte importante da linguagem corporal.
Os gestos de apoio, tais como o contacto visual e abanar a cabeça enquanto
alguém está a falar, criam empatia. Toda a gente pode controlar a sua linguagem
corporal até certo ponto, mas não totalmente. Convém também escolher as
palavras com cuidado, caso contrário a linguagem corporal pode contradizer essas
mesmas palavras.
Gestos simples podem combinar-se para formar complexos-padrões. Por exemplo,
numa reunião pode saber-se se uma pessoa está a apreciar a exposição, apenas
observando a posição dos seus dedos na cara ou no queixo.
Há ainda a considerar as questões culturais. A linguagem não verbal dos gestos
varia de país para país. Por exemplo, apontar com um dedo é considerado falta de
educação na China, abanar a cabeça para dizer "não", na Índia significa "sim".
As mãos possuem uma poderosa capacidade expressiva. Segundo a sua posição e a
velocidade com que são movimentadas podem comunicar coisas diferentes.
Por exemplo, quando uma pessoa mostra as palmas para cima, com os dedos
estendidos demonstra uma certa dose de vulnerabilidade; quando uma pessoa vira
as palmas para si próprio indica que pode e quer receber o interlocutor, tem uma
intenção positiva.

Pretendeu-se que este trabalho proporcionasse uma familiarização com os
principais cuidados a ter na utilização da linguagem corporal. Para satisfazer este
objectivo, optou-se por uma descrição sequencial dos pontos mais relevante na
utilização deste tipo de linguagem. Pensa-se que o resultado obtido satisfaz os
requisitos de objectividade e pequena/média dimensão que pretendia atingir.
Pensa-se também que constituirá um auxiliar útil , para o leitor que pretenda
construir a sua competência no uso da linguagem corporal. Há que ter em conta
que a arte de bem utilizar a linguagem corporal, constrói-se com a prática do dia-a-
dia, através da experiência e da cultura. Assim sendo, as indicações deste texto
devem ser entendidas apenas como um primeiro passo para a boa compreensão e
utilização do uso desta linguagem.

Referências
- Acetatos da cadeira de Comunicação Técnica e Profissional
- Heller, R. Como Comunicar com clareza, Editora Civilização, Porto, 1999
- Maestro, G. G. Como Falar em Público, Editorial Estampa, L
isboa, 2000"

fonte: http//student.dei.uc.pt/~aprata/Artigos/ComunicacaNaoVerbal.pdf:

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quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Sorrisos quanto obrigas....

"Os sorrisos são controlados por dois conjuntos de músculos:
  • os músculos zygomatic major, que descem ao longo da parte lateral do rosto e se ligam aos cantos da boca;
  • os músculos orbicularis oculi, que puxam os olhos para trás.
Os Zygomatic major puxam a boca para trás, por forma a expor os dentes e alargar as bochechas, ao passo que os orbicularis oculi fazem os olhos ficar mais estreitos e provocam «pés de galinha» (rugas ao canto dos olhos).
É importante compreender estes músculos, pois os zygomatic major são controlados de forma consciente - por outras palavras, são utilizados para produzir sorrisos falsos de satisfação simulada, por forma a parecer-se amistoso ou subordinado. Por outro lado, os orbicularis oculi, nos olhos, actuam de forma independente e revelam os verdadeiros sentimentos de um sorriso genuíno.
POR ESTE MOTIVO, O PRIMEIRO SÍTIO ONDE SE DEVE TENTAR AVALIAR A SINCERIDADE DE UM SORRISO SÃO AS RUGAS AO LADO DOS OLHOS".

Fonte: Allan e Barbara Pease - linguagem corporal, pág.87.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Existem, além das palavras, gestos e movimentos corporais onde o inconsciente se revela

Fique atento a esta linguagem.

Quantas vezes já lhe aconteceu não acreditar no que uma pessoa lhe está a dizer, apesar do discurso claro e da aparente simpatia? É como se algo não encaixasse, lhe soasse terrivelmente falso. Mas o contrário também é verdade: pessoas à primeira vista atrapalhadas transmitem-nos uma energia positiva, uma confiança e honestidade que nos encorajam a conhecê-las melhor.

Alguns chamam-lhe intuição, a capacidade de sentir o que não é ou não se pode verificar. Os especialistas dizem que é o nosso consciente que fica alerta aos sinais enviados pelo inconsciente do outro, através dos gestos, da postura corporal e do tom da voz. E, nessa atenção, vai captando as seguranças e inseguranças, a veracidade dos factos ou a hipotética efabulação… enfim, a essência exacta de quem fala.

A comunicação não verbal pode contradizer as palavras. Isso acontece quando aquilo que dizemos é diferente do que realmente sentimos. A verdade está precisamente nos gestos involuntários do rosto e do corpo, que reflectem aspectos da personalidade, manifestam emoções e pensamentos.

“A linguagem corporal é uma reflexão para o exterior do estado emocional de uma pessoa”, escrevem Allan e Barbara Pease, duas referência no estudo da comunicação não verbal, no livro Linguagem Corporal (Bizâncio). Assim sendo, asseguram que cada movimento ou gesto pode constituir um valiosíssimo indicador de uma emoção que se experimenta. E exemplificam: “A pessoa que se sente receosa ou defensiva poderá cruzar os braços, as pernas, ou ambos.”

Reacções instintivas, os gestos podem dizer-se reflexos da alma. O psicólogo e psicoterapeuta Alexandre Nunes de Albuquerque chama-lhes “sintomas não patológicos” da existência de uma dimensão inconsciente que vive dentro de cada um de nós e é paralela a uma outra que permanece muito mais cristalina. “A dimensão daquilo que conhecemos de nós, o nosso consciente, muitas vezes não é suficientemente vasta para conseguir controlar o que não sabemos, o inconsciente – um mundo que passa por desejos ocultos e reprimidos. Então surgem os sinais, que tanto podem ser um tique como o rubor, entre outras coisas.”

No entanto, nem tudo é o que parece no mundo dos gestos. Ou melhor, para ler a mensagem com rigor é preciso critério. Usar a “chave” certa, como afirmam os especialistas norte-americanos, e que “reside na compreensão do estado emocional da pessoa, enquanto se ouve o que ela diz e se o-bserva em que circunstâncias o faz”.

Um dos erros mais graves que se podem cometer no campo da linguagem corporal é precisamente o de interpretar um gesto isolado de outros gestos ou circunstâncias. “Coçar a cabeça pode significar uma série de coisas diferentes – suor, certeza, esquecimento ou mentira –, dependendo de outros gestos ou circunstâncias. Como qualquer linguagem falada, a corporal tem palavras, frases e pontuação.”

De todas as partes do nosso corpo, o rosto é o que é mais usado para encobrir a mentira. Sorrimos e piscamos os olhos na tentativa de encobrir o que realmente sentimos, mas, no final, os gestos denunciam-nos. “As nossas atitudes e emoções são continuamente reveladas no nosso rosto, e na maior parte do tempo não nos apercebemos minimamente delas”, dizem Allan e Barbara Pease. A mente subconsciente age automática e independentemente da mentira verbal e isso vê-se no rosto, portanto.

Em matéria de leitura do inconsciente, as mulheres revelam-se mais astutas que os homens. “Têm uma capacidade natural para detectar e interpretar sinais não verbais e ‘olho clínico’ para pequenos pormenores.” Daí, a desígnação intuição feminina. Esta clara capacidade de avaliação feminina está cientificamente provada. Fica a dever-se ao facto das mulheres possuírem entre 14 e 16 áreas do cérebro consagradas à avaliação do comportamento dos outros – no caso dos homens, são quatro a seis.

Isto concorre para, que as videntes sejam maioritariamente do sexo feminino. Mas, afinal, como é que elas sabem tanto? “Porque ficam activamente atentas à comunicação não verbal: à expressão facial e das mãos, aos olhos e aos movimentos do corpo”, observa Alexandre Nunes de Albuquerque.

O casal Pease lembra que muitos praticantes da “leitura a frio” não têm consciência das suas capacidades para ler sinais não verbais, de forma que se convencem a si próprios de que possuem mesmo capacidades psíquicas.

Descodificar este tipo de linguagem colocando-a ao serviço dos indivíduos e da sociedade é também a tarefa de alguns profissionais. Por exemplo, os agentes da autoridade estão particularmente atentos aos conteúdos não verbais que ocorrem durante os interrogatórios. O mesmo acontece nos consultórios de psicanálise, onde os especialistas avaliam não só o que é dito mas também o que não o é. “Nestes casos, são levadas em atenção as falhas e os lapsos de linguagem do paciente, as suspensões e outros sinais”, explica Alexandre Nunes de Albuquerque, sublinhando que, em clínica, as mensagens não verbais, inconscientes, são tão importantes como as conscientes. Têm a mesma importância que as palavras. Gestos e emoções estão directamente ligados. Cada uma delas é expressão de uma parte do indivíduo.

Porque os gestos são revelações da alma, é muito difícil controlá-los. Só mesmo os bons actores e os agentes secretos são capazes de convencer os outros relativamente a uma mensagem da qual discordem inconscientemente. Afinal, ambos aprenderam e estão treinados para controlar as emoções.

Segundo estes especialistas, apesar da importância dos sinais como fonte de verdade, a maior parte das pessoas não tem noção deles nem do seu impacto. “Continuamos obstinados com a palavra falada e a nossa capacidade de conversar”, dizem, lembrando que ler as atitudes e pensamentos através do comportamento foi o sistema de comunicação original.

Os 7 segredos da linguagem corporal atractiva
Resumo dos sinais essenciais para causar uma impressão positiva nos outros em termos de linguagem corporal, segundo Allan e Barbara Pease, na obra Linguagem Corporal (Bizâncio):

1 Rosto: tenha um rosto animado e torne o sorriso parte do seu repertório habitual. Assegure-se que exibe bem os entes.

2 Gestos: seja expressivo, mas não exagere. Mantenha os dedos fechados quando gesticula, as mãos abaixo do nível do queixo, e evite o cruzamento de braços ou pernas.

3 Movimentos da cabeça: utilize acenos triplos ao falar e inclinação da cabeça ao escutar. Mantenha o queixo virado para cima.

4 Contacto visual: estabeleça a quantidade de contacto visual que faça toda a gente sentir-se confortável. Excepto se olhar para os outros constituir uma proibição cultural.

5 Postura: incline-se para a frente quando escuta; sente-se direito quando fala.

6 Território: aproxime-se tanto quanto se lhe permita sentir-se confortável. Se a outra pessoa recuar, não volte a avançar.

7 Espelhamento: espelhe subtilmente a linguagem corporal dos outros.

Os gestos de atracção e as manifestações de cortejo são outras das especificidades da linguagem não verbal. “A linguagem corporal é uma parte fundamental do ritual de cortejo, pois revela o quão disponíveis, atraentes e prontos, entusiásticos, sensuais ou desesperados estamos. Embora alguns sinais de interesse sexual sejam estudados e deliberados, outros são com- pletamente inconscientes”. E lembram que enquanto na maioria dos mamíferos é o macho que “se ‘veste’ para impressionar as fêmeas menos coloridas”, nos seres humanos, são as mulheres “que se encarregam de grande parte da publicidade sexual, decorando-se com roupa colorida e jóias, e pintando os rostos”.

Segundo os Pease, o ritual do cortejo realizado pelos seres humanos não é muito diferente do de certas espécies de aves, em que o macho se exibe à volta da fêmea, “esticando as penas e executando muitos movimentos complexos com o corpo”. O flirt humano envolve sequências de gestos e expressões muito semelhantes. Monica Morre, especialista na área da Psicologia Comportamental, catalogou cerca de meia centena de sinais que ocorrem durante o flirt, onde se destacam o ruborizar e o brincar com o cabelo.

Seja como for, em matéria de flirt quem comanda as operações é o sexo feminino. Segundo Allan e Barbara Pease, “as mulheres dão início a 90 por cento dos flirts, mas fazem-no de forma tão subtil que a maioria dos homens pensa que são eles que estão a conduzir o processo”.
Aliás, “os homens sentem dificuldade em interpretar os indicadores mais su-btis lançados pela linguagem corporal feminina, e os estudos mostram que têm tendência a confundir atitudes amigáveis com interesse sexual”, escrevem, sublinhando que tal se justifica pelo facto deles possuírem 10 a 20 vezes mais testosterona do que elas.

Mas os gestos como as palavras podem ser ambíguos. Alguns sinais podem mudar de cultura para cultura, tal como a linguagem verbal. Assim mesmo, em geral, a linguagem corporal acaba por ser comum à maior parte do mundo. “As diferenças culturais colocam-se especialmente em relação ao espaço territorial, ao contacto visual, à frequência do contacto físico e aos gestos de insulto”, comentam Allan e Barbara Pease. De qualquer forma, e porque a interpretação errada dos gestos pode provocar resultados se não embaraçosos pelo menos algo cómicos, os especialistas norte-americanos sugerem que, antes de fazer qualquer juízo, deve-se ter em conta a origem da pessoa.

fonte: por Júlia Serrão